YALL

Marta Montalvão lançou o projecto YALL em Abril de 2014.

O conceito da marca afirma-se pela relação entre elementos naturais como a madeira e a pele, pela presença de componentes de aparência rústica, pelas estruturas leves e solas de borracha; combinando uma estética prática com um design arrojado, urbano e contemporâneo.

Quem é a Marta Montalvão?
A Marta Montalvão é uma pessoa bastante criativa, de ideias fixas, ambiciosa, que se entusiasma ao imaginar novos projetos, produtos e conceitos e que quando quer mesmo fazer e faz por fazer até ao fim!

Como surge a YALL?
A YALL surge numa altura em que tinha acabado os estudos, já tinha trabalhado numa agência de Design Gráfico e numa empresa de malas e acessórios e estava à procura de um novo desafio. Surgiu então a oportunidade de poder investir num projeto meu e decidi arriscar, mais propriamente em Abril de 2014.

Que materiais utiliza nas suas criações?
Pode-se dizer que os materiais usados caracterizam muito o conceito da marca.
A marca afirma-se pela relação entre elementos naturais como a madeira e a pele, pela presença de componentes de aparência rústica, pelas estruturas leves e solas de borracha, combinando uma estética prática com um design arrojado, urbano e contemporâneo.

É pensada para que tipo de mulher? Urbana, Clássica, etc 
Os sapatos YALL são pensados numa mulher Urbana e Versátil.
Apesar de alguns modelos terem um toque mais clássico, as solas e estruturas esteticamente fortes tornam-no próprio de uma sociedade urbana.
Os modelos são pensados na versatilidade de um calçado que tanto pode ser usado no dia-a-dia, como em ocasiões especiais num out-fit mais arrojado, adapta-se a qualquer circunstância, é para todo tipo de mulher, tal como o nome YALL indica, que é uma abreviatura de “You All”.

Já aconteceu passar na rua e encontrar alguém a calçar os “seus” sapatos? Qual é a sensação?
Sim. É muito gratificante!

Quando surgiu o interesse pelo calçado? Foi algo que surgiu em criança? 
Desde os meus tempos de adolescente que adoro sapatos.
Lembro-me que quando comecei a trabalhar tornou-se regra comprar um par de sapatos novo por mês, quando não eram dois, acabando por ter uma coleção enorme de sapatos de que não me consigo “desfazer”, são como se fossem obras de arte, cada par com a sua história.

Qual a sua formação?
Sou licenciada em Design gráfico pela ESAD – Caldas da Rainha. Após o curso e experiência profissional na área decidi que queria criar algo que ganhasse forma e então, aliando à paixão que tinha por sapatos, fui rumo a Itália, mais propriamente Milão, para tirar um curso de 4 meses na escola Ars Sutoria, em Design e Modelagem de Calçado.
De seguida fiz-me Mestre em Design de Moda na FA – Universidade de Lisboa, onde ganhei o prémio de mérito académico pelo melhor projeto de tese de Mestrado de 2013.

Tem tido os apoios necessários para avançar com o projeto?
Sim, tenho tido apoios no que diz respeito à Internacionalização da marca e materiais promocionais, através da APICCAPS.

Qual a importância do LXD para a YALL?
Dado que o LXD é um evento de Design no geral, é uma mais-valia no que toca às possíveis sinergias entre áreas do Design, troca de ideias, mostra das tendências e do que se faz em Portugal.
Por outro lado, o público que visita o LXD é um público que procura bom Design, que se interessa pelo produto, quer saber a história e tem curiosidade em conhecer a marca, e isso é muito gratificante.
Deste modo, é importante para a YALL participar no LXD face à exposição do produto num ambiente de Arte e Design, bem como a divulgação do produto a clientes visto que a marca não possui loja física própria.

Como tomou do conhecimento do LXD?
Através da Designer Paula Falcão, o qual agradeço muito pois se não fosse a Paula não tinha participado na última edição do LXD.

Como define o LXD numa frase criativa?
O LXD é uma “caixinha-surpresa”, cheia inovação e inspiração.

Acha que os jovens designers têm “Palco” em Portugal?
Sim, acho que há “Palco” suficiente em Portugal, pelo menos por uns tempos, mas é preciso acertar no produto, estudar bem o mercado e ter uma boa estratégia comercial. Portugal é muito pequenino e pode esgotar-se rapidamente.

É fácil para um jovem designer ganhar proximidade junto dos media em Portugal?
Não tenho achado muito fácil.

Que mensagem deixa para os jovens designers que ambicionam criar a sua marca?
Não há nada como produzir “cá dentro” e vender para “fora”. Explorem mas não se limitem ao mercado nacional, levem o produto além-fronteiras pois as possibilidades são maiores.

O que mudaria no nosso país para aumentar a expressão do design nacional?
O poder de compra.

Qual o designer nacional e internacional com quem gostariam de privar durante um dia? E o que lhe diria?
A nível nacional os Storytailors e a nível internacional Yohji Yamamoto. Diria a ambos que admiro muito o trabalho deles.

Qual a sua fonte de inspiração? 
A minha fonte de inspiração são as viagens que faço, os passeios a pé pela cidade e os passeios beira-mar.

Há horas do dia que fomentam a criatividade? 
Acho que depende do estado de espírito e do volume de trabalho, nas horas mortas ou pós-laboral a criatividade vem ao de cima.

Considera que a mulher portuguesa segue as tendências da moda? 
Sim.

Repara na forma como as pessoas conjugam o calçado com a roupa? 
Sim, reparo sempre no conjunto.

Na sua opinião, qual é o conceito de estar bem e mal calçada?
Estar bem calçada é estar com um calçado que favorece a elegância da mulher, bem como que fica bem ao pé, que dá bom andar e que conjuga com a roupa.

Considera importante que a mulher deva ter vários tipos de sapatos, que definam estilos destintos, de acordo com a ocasião? 
Sou suspeita mas sim, acho que uma mulher deve estar preparada para todo o tipo de ocasião.

Que tipo de calçado aconselha a uma mulher urbana que se preocupa imenso com o que calça/veste, de acordo com as situações seguintes:

Fim-de-semana numa tarefa de compras e passear na rua
Calçado Desportivo

Jantar de negócios
Sapato mais clássico

Jantar com amigos
Sapato de salto médio

No trabalho
Sandálias ou sapato de salto raso

Com que tipo de calçado costuma andar durante o dia-a-dia?
Com o calçado da YALL, que dá para todas as ocasiões. Em dias de visitas às fábricas em que carrego materiais, embalo caixas, etc, ando de ténis.

Curiosidades sobre Marta Montalvão

Género musical preferido – Eletrónica
Género literário preferido – Crónicas
Autor preferido – Não tenho
Realizador preferido – Quentin Tarantino
Filme preferido – Não tenho
Livro de cabeceira – Não tenho
Um álbum que a tenha marcado – Não tenho
Um livro que a tenha marcado – Não tenho
Um filme que a tenha marcado – Xingu, sobre a invasão da Amazónia.
Nas férias: praia ou campo? Praia
Um destino de férias (nacional ou internacional) – Tailândia
Pratica alguma actividade física? Ginásio
Em férias, qual o destino nacional que recomenda? Costa Vicentina ou Açores
Qual a sua cor favorita? Amarelo
Qual o seu fruto favorito? Banana
Divisão da casa favorita? Sala
Divisão da casa onde passa mais tempo acordada? Sala
Prefere trabalhar em casa ou fora de casa? Fora de casa
Prato preferido da gastronomia nacional – Bacalhau à Bráz
Sobremesa preferida da gastronomia nacional Arroz Doce
Água, vinho ou cerveja? Cerveja
Tem algum animal de estimação? Como se chama? Sim, um cão. Chama-se Xingu.