TRAMADESIGN

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Marta Ricardo define o LXD como “ … é a embalagem ideal para desembrulhar a TRAMADESIGN.”
Apaixonada pela moda, lançou há 7 anos a marca TRAMADESIGN a pensar no público feminino … “ entre 25 e os 40 que gosta de ser surpreendido, que não segue um só movimento ou tendência e gosta de encontrar novos modos de fazer coisas”.
Atribui a sua paixão pela moda às avós … “ foram elas que me passaram o gosto pela costura… com elas fazia mini vestidos em croché e aproveitava restinhos de tecidos para vestir as bonecas.”

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Quem é a MARTA RICARDO?
A Marta é uma alentejana, natural de Azaruja, uma aldeia do conselho de Évora, tem 33 anos e é Licenciada em Design Gráfico, mas a sua paixão sempre foi a moda. Desde sempre que percebeu que a moda era o seu percurso natural e por isso seguiu o seu instinto e decidiu aprofundar os conhecimentos com o Mestrado em Branding e Design de Moda.

Como surge a TRAMADESIGN?
A TRAMADESIGN surge há 7 anos para dar corpo às minhas ideias em diferente áreas do Design.
TRAMADESIGN expande-se em algumas vertentes do design, como o design de moda e acessórios, e tem como conceito base aliar o tradicional à modernidade.
Tudo nasceu por amor à arte, ao design, ao artesanato e à moda… e assim foi crescendo.

Porquê este nome, TRAMADESIGN? O que significa?
O nome traduz todo o conceito da marca. TraMa por ser um anagrama de Marta e por ser uma das partes que constitui um tecido e um desenho, e design a área em que a marca se desenvolve

Que materiais utiliza nas suas criações?
Utilizo Cortiça na colecção de acessórios, e no vestuário tecidos de fibras naturais como por exemplo o Linho.

Que tipos de peças podemos encontrar nas suas criações?
Os acessórios fazem uma fusão entre a tradição da arte corticeira e a modernidade dos cortes, tecidos e cores.
O vestuário baseia-se na estilística e normas de comportamento, que resumem as culturas de hoje e as tradições de ontem. As colecções são para um público feminino, maioritariamente compostas por vestidos simples e versáteis onde o diferencial são os padrões que desenho.
Nesta colecção os padrões são inspirados nos grafismos dos pontos bordados no tapete de Arraiolos.

Qual o  segmento da TRAMADESIGN?
A marca está direcionada para um público feminino, entre os 25 e os 40 que gosta de ser surpreendido, que não segue um só movimento ou tendência e gosta de encontrar novos modos de fazer coisas.

Já aconteceu passar na rua e encontrar alguém a usar a sua roupa? Qual é a sensacção?
Sim, já aconteceu. A sensação é óptima, é a forma de ver o meu trabalho reconhecido.

Quando tinha 6 anos de idade o que gostava de ser quando fosse grande? Designer de moda?
Sim fiz o meu primeiro desfile com 12 anos. Em pequena fazia roupas para as bonecas e utilizava roupas antigas para brincar.

Lembra-se de alguma peça de roupa que tenha feito nessa altura?
Lembro-me de fazer muitas peças com as minhas avós, foram elas que me passaram o gosto pela costura… com elas fazia mini vestidos em croche e aproveitava restinhos de tecidos para vestir as bonecas.

Na sua carreira, tem tido os apoios necessários para avançar com o seu projecto?
Tenho tido muito apoio de amigos e família e procuro neste momento outros apoios para puder crescer. O mais complicado são os investimentos iniciais para quem trabalha praticamente sozinha, tanto a nivel financeiro como de comunicação.
Tenho frequentado várias conferências, para conseguir encontrar novas soluções e alguns apoios externos. Espero conseguir para atingir novos publicos.

Qual a importância do LXD para a TRAMADESIGN?
Penso que é um evento muito importante pois permite à marca ter visibilidade nacional e internacional também, assim espero, com uma estrutura ideal para projectos deste género.

Como tomou conhecimento do LXD?
Através da Universidade UBI, pois participei no decorrer do mestrado nas duas ultimas edições.

Como define o LXD numa frase criativa?
LXD é a embalagem ideal para desembrulhar a TRAMADESIGN.

Os Jovens designers têm “Palco” em Portugal?
Na minha opinião, estamos a melhorar! No decorrer do meu percurso vejo que existem cada vez mais oportunidades para desenvolver projetos e com maior visibilidade internacional.

É fácil para um jovem designer ganhar proximidade junto dos media em Portugal?
Não, não é fácil para quem não vive nos grandes centros urbanos.
Por este motivo, penso que com estas iniciativas podemos melhorar esta proximidade.

Que mensagem deixa para os jovens designers que ambicionam criar a sua marca?
Aconselho-os a começar apenas se acreditarem muito no projecto, porque o percurso não é fácil mas é muito gratificante.

O que mudaria no nosso país para aumentar a expressão do design nacional?
Penso que estamos a ir num bom caminho, mas é necessário dar oportunidades iguais aos jovens de todo o território português e isso ainda não acontece.

Qual é o seu “ídolo” no mundo do design? Nacional e Internacional, porquê?
Não tenho nenhum ídolo, nacionalmente gosto muito do trabalho da Katty Xiomara e internacionalmente gosto de Alexander Mcqueen e Miu Miu entre outros, mas o que mais me desperta atenção são colecções particulares que me surpreendam nos cortes e padrões.

Se tivesse que impressionar, para ser contratada pelo melhor gabinete de design de moda do mundo, o do seu ídolo, em duas frases o que escrevia?
A minha maior ambição é que a minha marca tenha sucesso e reconhecimento.

Há horas do dia que fomentem a criatividade?
Gosto de me levantar cedo para que a tarde seja produtiva.

Qual a sua fonte de inspiração?
A minha fonte de inspiração é a minha vontade de conhecer coisas novas em diferentes áreas, e observar as tradições para as puder aplicar nos dias de hoje.
Tal como disse Fernando Pessoa: “A verdadeira novidade que perdura é a que retoma todos os fios da tradição e os tece fazendo um motivo que a tradição não pode tecer”

Qual o designer nacional e internacional com quem gostaria de privar durante um dia?  E o que lhe diria?
Gostava de privar com a Katty Xiomara. Dir-lhe-ia que gosto do seu trabalho e que a aprecio enquanto pessoa.

Considera que a mulher portuguesa segue as tendências da moda?
Não sou obcecada pelas tendências, penso que o mais importante é sermos nós próprios, adequando as roupas à ocasião.

Repara na forma como as pessoas de vestem?
Sim, acho que é uma tendência natural da minha profissão.

Para si, qual é o conceito de estar  bem e mal vestida?
Acho que a diferença é estar com o vestuário adequado a cada situação.
Posso não apreciar o estilo, mas respeito cada personalidade.

Que tipo de roupa aconselha a uma mulher urbana que preocupa-se imenso com o que veste/usa, de acordo com as situações seguintes:
– Fim-de-semana numa tarefa de compras e passear na rua
– Jantar de negócios
– Jantar com amigos
– no trabalho
Penso que depende muito do local onde vive, do estilo pessoal e com aquilo com que se sente confortável.

Quais as peças essenciais no guarda-roupa de uma mulher?
Para mim é fundamental, para todas as ocasiões, um vestido!

Qual a sua peça favorita, aquela que não dispensa no seu guarda-roupa?
Vestidos.

Curiosidades sobre Marta Ricardo

Género musical preferido – World Music
Género literário preferido – Romances Históricos.
Filme preferido – “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”
Livro de cabeceira – “O Tempo entre Costuras”
Um álbum que o tenha marcado – “Debut” Bjork.
Nas férias: praia ou campo? Praia e Campo
Um destino de férias (nacional ou internacional) – Costa Alentejana e capitais europeias.
Pratica alguma actividade física? Sim, Zumba.
Em férias, qual o destino nacional que recomenda? Costa Alentejana.
Qual a sua cor favorita? Roxo
Qual o seu fruto favorito? Figo
Divisão da casa favorita? Alpendre
Divisão da casa onde passa mais tempo acordado? Alpendre
Prefere trabalhar em casa ou fora de casa? Fora de casa
Prato preferido da gastronomia nacional – Sopa de Beldroegas com Queijo
Sobremesa preferida da gastronomia nacional – Sericá
Água, vinho ou cerveja? Vinho Tinto
Têm algum animal de estimação? Como se chama? Sim, o meu Cão Diamante (em bruto )