Domingos Ribeiro

Designer

Domingos Ribeiro - Designer

Domingos Ribeiro é novo no mundo do design, mas um designer com muitas histórias para contar e experiência para partilhar. As circunstâncias da vida ou não, permitiram-lhe entrar no mundo do design apesar de aos seis anos, desejar ser carpinteiro… o bichinho pelo design já existia, apesar de o Domingos pensar que seria apenas o gosto por trabalhar a madeira.
Considera que a realização do LXD é importante, não só pela divulgação do nosso design como pela concentração num só local de pessoas e empresas com os mesmos interesses.
Segue criteriosamente o trabalho do conceituado professor Karl T. Ulrich, inclusive frequentou um curso on-line bastante interessante ministrado pelo próprio “DESIGN: Creation of Artifacts in Society”…

Quem é o Domingos Ribeiro? 
Sou mais um numero ou uma unidade estatística, estou inscrito no IEFP, nasci e resido em Braga, tenho 42 anos, sou casado e tenho dois filhos, a Beatriz com 10 e o Fernando com 2 anos.
Devido a diversas situações alheias à minha vontade fui “obrigado” a mudar de vida aos 38 anos.
Até então fui empresário em nome individual, possuí vários tipos de negócios em locais físicos acabando por estar cerca de 8 anos ligado ao comércio de gadjets on-line e outros produtos tecnológicos.
Desde que me aventurei pelo mundo da internet frequentei várias dezenas de formações relacionadas com línguas estrangeiras, hardware, software e redes.
O interesse pelo desenvolvimento de produtos já vem desde os meus 8 ou 9 anos de idade, nessa altura e por necessidade, construía os meus próprios brinquedos, com cerca de 12 anos construí o melhor e mais rápido carrinho de rolamentos da minha rua, inspirado nos carros da fórmula 1, tinha quase 2 metros de comprimento e 60 ou 70cm de largura, usei o banco de um carro velho e dois cintos de segurança cruzados e desenvolvi um sistema de travagem de 3 pontos que passou a ser usado nas corridas.
Devido às situações que referi anteriormente, resolvi então apostar numa licenciatura em design industrial, que iniciei em 2009/10 no o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) em Barcelos. O ano passado, conclui a licenciatura e dei inicio ao mestrado em Sistemas Integrados de Gestão-QAS, tendo terminado no passado mês de julho o segundo semestre.
Em simultâneo candidatei-me e já estou matriculado no mestrado em Engenharia e Gestão da Qualidade na Universidade do Minho.
Durante este e o próximo ano, pretendo ainda frequentar algumas formações especializadas na área dos polímeros, focadas na extrusão, injeção e moldes. Tudo isto em horário pós-laboral o que significa que estarei disponível para aceitar propostas de trabalho a tempo inteiro, part-time, estágios ou projetos pontuais.

Quando decidiu enveredar pelo mundo do design?
Num passado recente.

Quando tinha 6 anos de idade o que gostava de ser quando fosse grande? Designer?
Quando tinha seis anos queria ser carpinteiro… ainda hoje gosto de trabalhar com madeira.

Qual a sua formação?
Sou licenciado em Design Industrial. Prossegui os meus estudos na área da Engenharia porque entendo que um conhecimento mais profundo sobre o ambiente, os materiais, a física e a gestão da qualidade e dos produtos e a inovação, me tornarão um melhor Designer Industrial, ou pelo menos com mais conhecimentos.

Como define a sua carreira Designer?
Identifique um projecto que o tenha marcado. A minha nova carreira ainda está no início, vou ter que continuar a trabalhar bastante para poder ganhar o meu espaço. Para além deste projeto que apresentei no concurso da LxD, um dos projectos que me marcou bastante, foi um candeeiro que desenvolvi no meu primeiro ano da licenciatura e que foi selecionado para o cartaz de uma exposição de candeeiros dos alunos do meu curso.

Como surgiu a sua participação no Concurso de Design do Lisboa Design Show – Home Sweet Home by Siemens?
Alguém comentou numa das redes sociais, eu fui ver e resolvi participar.

Como teve conhecimento do concurso Home Sweet Home by Siemens?
Facebook.

Qual é o grande objectivo da sua participação no Home Sweet Home by Siemens? Ganhar o 1º premio?
O meu principal objetivo era que um dos meus dois projetos fosse selecionado para estar presente na exposição. Quanto ao prémio em si, não me diz muito, porque não há prémio melhor do que reconhecerem e gostarem do nosso trabalho, o prémio que eu queria já o ganhei.

Considera que este concurso, Home Sweet Home by Siemens é importante para os designers portugueses?
Penso que é bastante importante para quem está a dar os primeiros passos nesta área como é o meu caso, o mesmo não se aplica e por motivos óbvios a um Designer conhecido ou conceituado. Porquê? Não conheço nem consigo idealizar uma melhor forma de divulgar os trabalhos dos designers portugueses que ninguém conhece e consequentemente ninguém apostará, como tudo na vida terá que existir uma seleção, neste caso os melhores trabalhos serão destacados juntamente com o nome dos seus autores.

É o 1º ano que está participar, apesar que esta ser a 3ª edição?
Sim é a primeira vez que participo.

Qual é o seu ponto de vista desta iniciativa e da organização de um evento de design, neste caso o Lisboa Design Show?
Espero que seja um exemplo a seguir, este evento pela forma que é organizado e pela importância que já tem mesmo sendo tão recente, será certamente um dos eventos mais importantes em Portugal a curto e longo prazo, não só pela divulgação do nosso design como pela concentração num só local de pessoas e empresas com os mesmos interesses.

Porque escolheu responder a determinado briefing em detrimento de outros?
Na altura candidatei-me a vários projetos, mas o prazo estava a terminar e só tive tempo para apresentar dois projetos.

O que mudaria no nosso país para aumentar a expressão do design nacional?
Uma só pessoa não conseguirá aumentar sozinha a expressão do design em Portugal, isso será feito com o contributo e empenho de cada profissional nesta área sem esquecer os professores que têm um papel bastante importante, não só na transmissão de conhecimentos mas também na motivação dos seus alunos. Um evento destes a nível internacional também poderá ajudar.

Qual é o seu “ídolo” no mundo do design? Nacional e Internacional, porquê?
Não tenho nenhum ídolo em particular, estou atento a todas as opiniões e trabalhos de pessoas que se destacam ou se destacaram nas áreas que envolvem o design. Ultimamente tenho lido e seguido o trabalho do conceituado professor Karl T. Ulrich, inclusive frequentei um curso on-line bastante interessante ministrado pelo próprio “DESIGN: Creation of Artifacts in Society”.

Se tivesse que impressionar, para ser contratado pelo melhor gabinete de design de equipamento do mundo, o do seu ídolo, em duas frases o que escrevia?
Não será com duas ou mais frases que alguma empresa me irá contratar, é necessário mostrar trabalho.

Considera que os portugueses são criativos?
Somos conhecidos por ser desenrascados mesmo em situações extremas, mas não é possível alguém ser desenrascado sem ser criativo, temos uma capacidade fora do comum para resolver qualquer tipo de problema num curto espaço de tempo e sem as ferramentas necessárias.

Há horas do dia que fomentem a criatividade?
Penso que não. Para mim é um estado de espírito, se eu não estiver disposto ou focado em ser criativo a criatividade não surgirá por si só nem numa determinada hora do dia ou noite.

Um designer olha para os espaços, para as peças e acessórios sempre com ‘defeito’ criativo e transformador?
Não posso falar por todos, mas eu pessoalmente tenho esse “defeito”.

O design faz parte das prioridades dos portugueses ou ainda não?
Ainda não, e não só dos portugueses, “…se ele comprou eu também vou comprar e de preferência que tenha mais alguns botões, funções ou outra coisa qualquer.” Nem todas as pessoas pensam ou agem desta maneira, mas ainda é muito comum este tipo de pensamento.

Consegue identificar os principais sectores económicos em Portugal com maior ausência de design nacional? E quais os que apostam mais na associação design/empresa?
A área do Design é multidisciplinar e abrange ou está interligada com muitos setores económicos mas não todos, deste modo faz sentido que as empresas apostem mais ou menos nele conforme a área de negocio. Um dos setores mais importantes é a industria transformadora, e dentro deste grande grupo, a industria que está a apostar mais no design é a têxtil e vestuário mesmo ao nível da nano tecnologia, couro e produtos metálicos, papel e cartão e seus derivados, impressão e reprodução etc. Aqueles que eu penso que deviam apostar mais no design são por exemplo a industria da borracha e materiais plásticos e industrias metalúrgicas e seus derivados.

A exportação de design incorporado em bens e serviços é uma realidade em Portugal. Que exemplos de sucesso aponta?
Exemplos de bens ou serviços são bastantes, é mais fácil enumerar alguns nomes de empresas ou marcas responsáveis por tais sucessos, em relação a produtos destaco a Boca do Lobo, Wewood, Brabbu, Delightfull, Koket, Fly London e Preggo entre muitas outras no que respeita a serviços destaco a Portugal Brands e a MDI Interior Design.

Independentemente do que é, ou não exportado, qual é, para si, o melhor exemplo de design português?
Na lista das empresas que referi na questão anterior e outras que não estão evidenciadas, existem dezenas de exemplos. Não vou identificar nenhum para não ferir suscetibilidades

Curiosidades sobre Domingos Ribeiro

Género musical preferido – Depende da ocasião e estado de espírito, passa pelas baladas e música clássica até ao rock e heavy metal.
Género literário preferido – Ficção científica e livros técnicos.
Autor preferido – Alexandre Dumas
Realizador preferido – M. Night Shyamalan
Filme preferido – Seven de David Fincher.
Livro de cabeceira – Product Design and Development.
Um álbum que o tenha marcado – Dark Side of the Moon
Um livro que o tenha marcado – O conde de Monte Cristo
Um filme que o tenha marcado – Foi o primeiro filme que vi no cinema, Miami Connection.
Nas férias: praia ou campo? Praia.
Um destino de férias (nacional ou internacional) – Rangiroa
Pratica alguma actividade física? Sim, natação.
Em férias, qual o destino nacional que recomenda? Costa alentejana.
Qual a sua cor favorita? Azul
Qual o seu fruto favorito? Pêssego.
Divisão da casa favorita? Sala.
Divisão da casa onde passa mais tempo acordado? É num anexo da casa.
Prefere trabalhar em casa ou fora de casa? É indiferente.
Prato preferido da gastronomia nacional – Bacalhau assado no forno com cebolada e batatas fritas às rodelas, sem esquecer os pimentos.
Sobremesa preferida da gastronomia nacional – Pudim Abade de Priscos.
Água, vinho ou cerveja? Normalmente é água, mas com alguns pratos mais elaborados, cerveja preta de uma marca especifica.
Tem algum animal de estimação? Como se chama? Tenho um cão, chama-se Pantufas.