Danilo dos Anjos Alves Olim – DAAO Furniture Design – Vencedor do Concurso Design to Sale

“O LXD é uma montra do design na cidade de Lisboa. E, nessa perspectiva, uma mostra de novos criadores (…) Uma cidade como Lisboa, pela sua história e cultura tem que ter um evento como este.

Penso que o LXD como projecto poderá ser a base para uma Feira Internacional de renome ao nível do design.”

Como surge a marca ?
A DAAO Concepts, como marca, é o resultado de diversos exercícios ao nível projectual.
Parte de um pressuposto minimal, mas também lúdico. Quisemos criar uma marca que embora portuguesa, porque fisicamente estamos aqui, seja global.

Que materiais utiliza nas suas criações?
A madeira pela sua natureza história e conforto é o material de eleição.

Quando surgiu o interesse pelo mobiliário? Foi algo que surgiu em criança?
O mobiliário surge na sequência da minha formação em design e arquitectura. Há uma relação directa com a escala humana ao nível de projecto. Existe no mobiliário uma relação permanente com o habitat… é isso que nos fascina.

Qual a sua formação?
Design gráfico, design de equipamento e arquitectura. Por esta ordem.

Tem tido os apoios necessários para avançar com a sua marca?
Os apoios até à data foram fruto da nossa persistência e também de algum investimento da nossa parte.

Qual a importância do LXD para a sua marca?
O LXD é uma montra do design na cidade de Lisboa. E, nessa perspectiva, uma mostra de novos criadores torna-se muito interessante onde alguns irão com certeza emergir num futuro próximo. Uma cidade como Lisboa, pela sua história e cultura tem que ter um evento como este.
Penso que o LXD como projecto poderá ser a base para uma Feira Internacional de renome ao nível do design.

Como tomou conhecimento desta iniciativa – Design to Sale?
Recebi um e-mail de divulgação, e li em alguma imprensa.

Já tinha participado no LXD em edições anteriores?
Sim, já tinha participado. Foi um contacto com o público em geral, muito interessante e compensador.

Como recebeu a notícia sobre a selecção do seu projecto? Estava à espera de ganhar?
Concorremos sem expectativas, ao concorrer víamos com bons olhos as possibilidades que se abriam com esta ligação à indústria de Paços de Ferreira.
Respeitamos muito a indústria do mobiliário. Pessoalmente, tenho aprendido muito em fábrica. Os projectos mudam muito entre o projecto, processo produtivo e a execução.

Considera importante este tipo de iniciativas?
Sim, claro. Não temos uma tradição universitária de ligação à indústria, seja em que ramo for. Daí que todos os eventos que possibilitem a ligação do projectista ao fabrico sejam muito importantes. É aí que se aprende efectivamente.

Qual o contributo que espera para a sua marca? É crucial para o desenvolvimento/crescimento da sua marca?
Não poderei dizer crucial, mas importante sim, será.
Esperamos que seja mais um marco no nosso crescimento e internacionalização. As histórias de uma marca fazem-se de permanentes contributos.

Na sua opinião, o concurso Design to Sale cumpre o objectivo de fomentar a aproximação entre a indústria e a capacidade criativa?
Pelas razões que expressei nas duas perguntas anteriores a resposta é sim. O Design to Sale pode ser importante na industria do mobiliário para os envolvidos e abrir a percepção a outros não envolvidos, desta poderosa ferramenta que é o Design, mas que só se torna efectivamente poderosa aquando ligada à industria.