BIO POLI

Dupla BIO POLI

Bio Poli

Ana Malta e Hugo Moreira, a dupla da Bio Poli, encontraram-se na universidade e perceberam que tinham muito em comum – sustentabilidade ecológica. Hoje,  dedicam o seu dia-a-dia a pensar produtos amigos do ambiente, começaram por criar um sistema de copos reutilizáveis de plástico de origem vegetal para eventos nacionais e internacionais.

Escolheram o Lisboa Design Show para apresentar a sua marca e partilhar com o “mundo” o seu projecto e as suas preocupações com a sustentabilidade do ambiente.

“…LXD dá voz aos designers e coloca o Design no mapa de Portugal. Cria um ambiente propício a troca de conhecimentos, experiências e dá a conhecer jovens designers com projectos empreendedores e ateliers que contribuem para melhorar o panorama económico do nosso país.“   

Quem é a Dupla BIO POLI?
A dupla Bio Poli é constituída por Ana Sofia Malta, especializada em Design Gráfico, e Hugo Alberto Moreira, especializado em Design Multimédia. Somos uma dupla empreendedora, pró activa e multifacetada com vontade de deixar marca da área do Eco Design nacional, através da startup Bio Poli.

Como conheceram-se?
Fomos colegas de licenciatura, no curso de Design Multimédia, na Universidade da Beira Interior.

Quando decidiram juntar-se para arrancarem com o vosso projecto?
As ideias base para criar a Bio Poli surgiram em 2008.
Quando surgiu a oportunidade de concorrer na 6ª fase do programa de financiamento “Passaporte para o Empreendedorismo” aproveitámos esta oportunidade.
Quando soubemos que o projecto Bio Poli foi seleccionado começamos a trabalhar em Novembro de 2013.

Como surge a BIO POLI?
A startup de Eco Design Bio Poli surge enquadrada no programa de financiamento “Passaporte para o Empreendedorismo”, gerido pelo IAPMEI.
O projeto Bio Poli está a ser desenvolvido no Cowork A Praça, que está integrado no Living Lab Cova da Beira, na cidade do Fundão.
O objectivo da Bio Poli é essencialmente contribuir para um futuro melhor, promovendo através dos seus produtos conceitos como a sustentabilidade ecológica, matérias-primas renováveis, reciclagem, reutilização e biodegradabilidade.
O primeiro produto da Bio Poli é um sistema de copos reutilizáveis de plástico de origem vegetal para eventos nacionais e internacionais.
Estes copos são personalizáveis, reforçando o Green Marketing das empresas, são fáceis de transportar através um lanyard ou mosquetão e está provado que os copos reutilizáveis diminuem custos de limpeza e reduzem o lixo dos recintos dos eventos em 80%.
Uma grande motivação para os promotores do projeto é existir a possibilidade de colocar no mercado um produto “environmentally friendly”, criar uma empresa de Eco Design que tenha sucesso e criar postos de trabalho, o que na actual conjuntura económica mundial pode ajudar de certa forma ao crescimento económico do país.

Porquê este nome, BIO POLI? O que significa?
O nome Bio Poli deriva do plástico de origem vegetal, o qual é de origem biológica.
A palavra “Bio” é diminutivo de “biológico” e a palavra “Poli” diminutivo de “polímeros” que são os constituintes químicos do plástico.

Qual o segmento da BIO POLI?
Os copos reutilizáveis da Bio Poli destinam-se a todos os eventos e espaços lúdicos que têm um sistema de bebidas e preocupam-se com a preservação do meio ambiente.
O nosso mercado abrange promotoras de eventos, promotoras de festivais de verão, jardins zoológicos, parques aquáticos, semanas académicas, expos internacionais, eventos desportivos, parques de diversões, entre outros.
O copo Bio Poli pode também ser utilizado como brinde em contexto de conferências, seminários e open days de empresas.
Inicialmente queremos comercializar a nível nacional e mais tarde apostar no mercado internacional.

Que materiais utilizam na produção dos vossos copos?
Pretendemos utilizar plástico de origem vegetal oriundo da cana do açúcar, do amido de milho e da madeira.
O plástico de origem vegetal tem imensas vantagens: Provém de matérias-primas renováveis, não é tóxico para a saúde e durante a sua produção é emitido menos CO2 na atmosfera.
Dependendo do tipo de plástico de origem vegetal, este pode ser reciclado ou biodegradar-se em 180 dias, em condições de compostagem.

Porquê este produtos e não outro objecto de utilidade doméstica?
A ideia para criar copos reutilizáveis surgiu no contexto de uma ida a um festival de verão português de grande dimensão. Após o último concerto desse festival ficámos chocados com os milhares de copos descartáveis no chão. Após investigação sobre este problema concluímos o seguinte: Um copo descartável demora 1 segundo a produzir, 10 minutos a utilizar e 400 anos a degradar-se num aterro. O documentário “Plastic Planet” mostrou-nos o impacto ambiental do plástico descartável, tanto para o ser humano como para os animais.
Para resolver este problema decidimos criar um sistema de copos reutilizáveis, que podem ser personalizados com a identidade visual das promotoras e levados para casa como souvenir e utilizados em contexto doméstico.

Estão a pensar em alargar o vosso portfólio de produtos? Podem falar sobre os vossos  planos futuros?
Sim, queremos alargar o nosso portfólio de produtos.
O sistema de copos da Bio Poli é o nosso produto de arranque para constituição da empresa de Eco Design.
Existem actualmente no mercado produtos descartáveis ou semi-duráveis que devem ser repensados para se tornarem em bens reutilizáveis e mais sustentáveis a nível ecológico.
Para além dos copos descartáveis de plástico existem outros produtos de plástico que prejudicam o meio ambiente, como por exemplo, os sacos descartáveis de supermercado, garrafas de água, escovas de dentes, esponjas de lavar a loiça, cotonetes, entre outros.
Vamos ter estes e outros produtos como desafio para a Bio Poli.

Quando tinham 6 anos de idade o que gostavam de ser quando fossem grandes? Designers?
Ana Malta: Eu adoro animais e quando tinha 6 anos queria ser veterinária, mas já nessa altura gostava de desenhar.
Hugo Moreira: Eu queria ser maquinista de comboios.

Qual a vossa formação?
Ana Malta: Fiz a minha licenciatura em Design Multimédia, na Universidade da Beira Interior e concluí em 2013 o mestrado em Design Gráfico na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco em associação com a Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa.
Hugo Moreira: Fiz a minha licenciatura em Design Multimédia, na Universidade da Beira Interior e concluí em 2011 o mestrado em Design Multimédia na Universidade de Coimbra.

Na vossa carreira, têm tido os apoios necessários para avançarem com o vosso projecto?
Para o desenvolvimento do nosso projecto temos o apoio financeiro do programa Passaporte para o Empreendedorismo. 
Desenvolvemos os protótipos do copo Bio Poli no FAB LAB do Living Lab Cova da Beira, que tem uma impressora 3D de alta resolução.
Desenvolver o projeto no Cowork A Praça contribui para a criação de networking e existe interajuda entre os Coworkers.
O projeto Bio Poli está integrado na rede I-Start, uma associação que ajuda jovens empreendedores da região da Beira Interior a entrar em contacto com potenciais investidores (Business Angels).

Qual a importância do LXD para BIO POLI?
A participação da Bio Poli LXD é essencial, tanto para promoção como para networking.
Queremos consciencializar os participantes do LXD do impacto ambiental causado pelo plástico descartável e apresentar o sistema de copos como solução para o problema.
Queremos também conhecer outros designers e criar uma rede de contactos com potenciais clientes e investidores.

Como tomaram conhecimento do LXD?
Através do site.

Como definem o LXD numa frase criativa?
LXD dá voz aos designers e coloca o Design no mapa de Portugal. Cria um ambiente propício a troca de conhecimentos, experiências e dá a conhecer jovens designers com projectos empreendedores e ateliers que contribuem para melhorar o panorama económico do nosso país.

Os Jovens designers têm “Palco” em Portugal?
Acreditamos que os jovens designers podem ser a solução para as empresas combaterem a crise económica.
Infelizmente existem muitas empresas que não valorizam o trabalho dos designers ou que não têm noção de que forma os designers podem tornar-se numa mais valia neste meio.
Em Portugal os jovens designers têm “palco” mas é necessário e urgente existir por parte das universidades e politécnicos uma ligação mais directa com as empresas de modo a que os profissionais de Design sejam mais e desta forma diminuir o desemprego.

É fácil para um jovem designer ganhar proximidade junto dos media em Portugal?
Infelizmente é necessário um designer ser reconhecido no estrangeiro para que o seu trabalho seja valorizado em Portugal.
No caso específico da Bio Poli sabemos que é necessário muita persistência para conseguirmos que alguém dos media se interesse pelo nosso trabalho, visto que Eco Design em Portugal ainda não é promovido e valorizado como deveria.
Para reverter esse cenário estamos a desenvolver uma plataforma que se chama Coração Verde.
A plataforma estará disponível brevemente e irá promover projectos, produtos e ateliers de Eco Design nacionais.

Que mensagem deixam para os jovens designers que ambicionam criar a sua marca?
Para criar uma marca é necessário gostar de desafios, saber trabalhar em equipa, ser muito persistente e estar preparado promover a marca pelo país.
Ter em atenção que antes de promover é necessário saber proteger a marca através do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, onde fazem o registo de marcas e patentes de produtos.
Nunca em Portugal existiram tantas condições e iniciativas para desenvolvimento de projectos empreendedores. Existem actualmente dezenas de concursos que ajudam a promover e financiar projectos e cada vez mais são inauguradas incubadoras de empresas e coworks.
O empreendedorismo surge como resposta à crise e neste contexto os designers podem mostrar as suas capacidades técnicas e criativas.

O que mudariam no nosso país para aumentar a expressão do design nacional?
O Design é uma profissão recente no nosso país e que necessita de criar algumas medidas para se impor no mercado.
O Design na nossa opinião deveria ser uma disciplina integrada no ensino mais cedo, e não apenas no secundário.
Os concursos de Design deveriam cumprir requisitos e ser fiscalizados de modo a respeitar os designers como profissionais.
Deveria ser criada uma ordem dos Designers e deveriam de existir mais iniciativas como o LDX a nível nacional.
Acreditamos que mais designers poderiam estar empregados se as empresas, tanto públicas como privadas, percebessem as mais-valias de um profissional de design.

Qual é o vosso “ídolo” no mundo do design? Nacional e Internacional, porquê?
Ana Malta: Eu tenho como ídolo o autor do código de cores para daltónicos, o ColorADD, de Miguel Neiva. O trabalho de Design inclusivo deste designer demostra que é possível através do Design facilitar a vida das pessoas.
Hugo: Miguel Viana, líder do departamento de Brand Design da empresa Brandia Central, pelo trabalho de qualidade que têm desenvolvido nos últimos anos.
Um ídolo a nível internacional que nós partilhamos é o Stefan Sagmeister, que criou a marca para a EDP. Este designer de referência internacional é uma fonte de inspiração pela criatividade e irreverência dos seus trabalhos.

Se tivessem que impressionar, para serem contratados pelo melhor gabinete de design de equipamento do mundo, o do vosso ídolo, em duas frases o que escreviam?
Ana Malta: Sou proactiva, empreendedora, apaixonada por Design e trabalhar na sua empresa seria para mim uma mais-valia pessoal e profissional.

Hugo Moreira: Sou dinâmico, multifacetado e pronto para novos desafios!

Há horas do dia que fomentem a criatividade?
Ana Malta: Sim, de manhã
Hugo Moreira: Sim, ao fim da tarde.

Qual a vossa fonte de inspiração?
A nossa fonte de inspiração são os problemas com que nos deparamos no quotidiano.
Todos os designers têm a capacidade de resolver problemas e contribuir para um mundo melhor, mais inclusivo e mais sustentável a nível ambiental e económico.

Qual o designer nacional e internacional com quem gostariam de privar durante um dia?
Sofia: Miguel Neiva e Stefan Sagmeister
Hugo: Miguel Viana  e Yugo Nakamura

O design faz parte das prioridades dos portugueses ou ainda não?
O Design ainda é visto pelos portugueses como algo associado a conceitos puramente estéticos, para elites e a bens dispendiosos.
Queremos através da Bio Poli mostrar que o design consegue resolver problemas, neste caso em particular, contribuir para a preservação do meio ambiente.

Curiosidades sobre Ana Malta

Género musical preferido: Pop e Jazz
Género literário preferido: Romance
Autor preferido: Sophia de Mello Breyner Andresen
Realizador preferido: Chan-wook Park
Filme preferido: The Wolf of Wall Street
Livro de cabeceira: Um Milionário em Lisboa, José Rodrigues dos Santos
Um álbum que o tenha marcado: Keane, Hopes and Fears
Um livro que o tenha marcado: A Sombra do Vento
Um filme que o tenha marcado: Crash, No Limite
Nas férias: praia ou campo? Praia
Um destino de férias (nacional ou internacional): Amesterdão
Pratica alguma actividade física? Não
Em férias, qual o destino nacional que recomenda? Algarve
Qual a sua cor favorita? Azul Turquesa
Qual o seu fruto favorito? Cerejas do Fundão
Divisão da casa favorita? Sala
Divisão da casa onde passa mais tempo acordado? Sala
Prefere trabalhar em casa ou fora de casa? Fora, no Cowork
Prato preferido da gastronomia nacional: Sardinhas de Setúbal
Sobremesa preferida da gastronomia nacional: Pastel de Nata de Belém
Água, vinho ou cerveja? Vinho Branco
Têm algum animal de estimação? Como se chama? Sim, uma gata chamada Bia

Curiosidades sobre Hugo Moreira

Género musical preferido: Indie Rock
Género literário preferido: Suspense
Autor preferido: Carlos Ruiz Záfon
Realizador preferido: Danny Boyle
Filme preferido: Mr. Nobody
Livro de cabeceira: Comboio-Fantasma para o Oriente, de Paul Theroux
Um álbum que o tenha marcado: In Rainbows, dos Radiohead
Um livro que o tenha marcado: A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Záfon
Um filme que o tenha marcado: Amour, de Michael Haneke
Nas férias: praia ou campo? Praia
Um destino de férias (nacional ou internacional): Amesterdão
Pratica alguma actividade física? Não
Em férias, qual o destino nacional que recomenda? Sudoeste Alentejano
Qual a sua cor favorita? Verde
Qual o seu fruto favorito? Morangos
Divisão da casa favorita? Quarto
Divisão da casa onde passa mais tempo acordado? Sala
Prefere trabalhar em casa ou fora de casa? Fora, no Cowork
Prato preferido da gastronomia nacional: Polvo à lagareiro
Sobremesa preferida da gastronomia nacional: Papas de Carolo
Água, vinho ou cerveja? Cerveja
Têm algum animal de estimação? Como se chama? Não