Beatriz Vidal

Vice-Presidente do Centro Português de Design

Beatriz Vidal - Vice Presidente CPD

“O Centro Português de Design, iniciou a sua colaboração com a FIL na definição global do formato e conteúdos desta acção. Face às áreas de intervenção das diferentes entidades envolvidas, propusemo-nos colaborar na organização das Conferências e Workshops no espaço “Business Meetings & Conferences”, na área “Meetings” e dar suporte e apoio no espaço “Designers + Projectos” e no espaço “Craft Design”.”


LISBOA DESIGN SHOW (LXD) –
Como vê uma iniciativa como o Lisboa design show, este ano na sua segunda edição?
CENTRO PORTUGUÊS DE DESIGN (CPD) – É sem dúvida uma iniciativa importante que possibilita o conhecimento e contacto entre Designers e empresas. É também um momento de partilha de várias experiências, com diferentes intervenientes, diferentes casos e resultados

LXD – Qual a importância de iniciativas como estas para a promoção do design nacional e industrias em que este é um elemento preponderante no marketing mix?
CPD – São fundamentais estes “espaços” que podem reunir as diferentes partes dos processos, permitem a troca de experiências e contribuem para o conhecimento e promoção do “estado da arte”.

LXD – Qual o envolvimento do CDP neste Lisboa Design Show?
CPD – Numa 1ª fase o Centro Português de Design colaborou com a FIL na definição global do formato e conteúdos desta acção. Face às áreas de intervenção das diferentes entidades envolvidas, propusemo-nos colaborar na organização das Conferências e Workshops no espaço “Business Meetings & Conferences”, na área “Meetings” e dar suporte e apoio no espaço “Designers + Projectos” e no espaço “Craft Design”

LXD – Num enquadramento económico como o actual, quais as principais tendências do design?
CPD – O design acompanha naturalmente a evolução e alterações que se verificam na sociedade, nos contextos políticos, económicos, culturais e sociais. Como disciplina estratégica compete-lhe um permanente exercício de procura, de análise e observação no seu alargado território de intervenção. Arrisco dizer que nada passa ao lado do design já que a sua intervenção tem reflexos e impactos inevitáveis a diversos níveis.

LXD – O design já faz parte das prioridades dos portugueses?
CPD – Gostava de poder tranquilamente dizer que sim. Existe mais informação que pode influenciar a escolha por parte de utilizadores e/ou clientes mas nem sempre essa informação é veículada da forma mais correcta em relação ao design. Há, continua a haver, uma conotação da palavra com conceitos pouco ou nada relacionados com as mais valias que o design aporta. Muito raramente lhe são associados e transmitidos valores e factores como segurança, melhor preço, facilitação na utilização, contributo para a sustentabilidade, para a diferenciação e para o crescimento da economia.

LXD – É possível identificar quais os principais sectores económicos nacionais com maior incorporação de design nacional?
CPD –
Em praticamente todos os sectores tem havido um aumento no recurso ao design e ao design nacional embora em pequena escala e muitas vezes de forma “superficial” e não de forma estrutural e sustentável. A forma como se fala de design está também reflectida na forma como se usa o design. Os casos bem sucedidos são resultado da correcta utilização da disciplina devidamente integrada nos processos.

LXD – A exportação de design incorporado em bens e serviços é uma realidade em Portugal. Pode-nos dar um exemplo de sucesso inspirador?
CPD – Respondo com um convite para as Conferências e Workshops a realizar no Lisboa Design Show nos dias 11, 13, 14 e 15 de Outubro.

Beatriz Vidal
Designer
CPD – Vice Presidente

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